A edição 404 da Revista Proteção (agosto/2025) trouxe um alerta importante para empregadores: trabalhadores com diabetes precisam de calçados de segurança específicos, capazes de proteger pés mais sensíveis e reduzir riscos de lesões.
Esse tipo de calçado vai além da proteção contra impactos e perfurações — ele considera fatores como:
- Palmilhas especiais que distribuem a pressão de forma uniforme.
- Materiais respiráveis para evitar umidade e proliferação de fungos.
- Design sem costuras internas ásperas, reduzindo atrito e risco de feridas.

Segundo especialistas, a falta de atenção a essas necessidades pode resultar em problemas como úlceras nos pés, infecções e até afastamentos prolongados. Incorporar essa adequação no PCMSO e no PGR é fundamental para proteger a saúde e garantir a produtividade.
Onde os riscos são maiores
Indústria pesada e construção civil
Esses setores concentram ameaças como esmagamento por queda de materiais e perfurações por objetos pontiagudos. Enquanto qualquer trabalhador precisa de biqueiras reforçadas e solados resistentes, o trabalhador diabético exige proteção adicional contra cortes e pressões que podem passar despercebidos. Pesquisas com mineradores, por exemplo, mostram maior incidência de úlceras no antepé devido ao uso prolongado de botas com biqueira de aço em ambientes úmidos e estreitos.
Fabricação e armazenagem
Nesse contexto, a principal ameaça é o impacto repetitivo nos pés por longos períodos de caminhada ou permanência em pisos rígidos. A falta de amortecimento adequado pode acelerar o surgimento de úlceras, sobretudo nas áreas de apoio do pé. Estudos apontam que muitos trabalhadores diabéticos nesse setor apresentam úlceras recorrentes em função do uso inadequado de calçados.
Trabalho ao ar livre e exposição a temperaturas extremas
Profissionais que atuam em ambientes externos, como agricultura, segurança e construção, enfrentam desafios térmicos adicionais. O frio intenso pode transformar as biqueiras metálicas em condutores de baixa temperatura, aumentando o risco de queimaduras e frieiras em pés insensíveis. Já o calor excessivo favorece a transpiração, provocando maceração da pele e abrindo espaço para infecções bacterianas e fúngicas. Em regiões tropicais, inclusive, há registros de maior incidência de infecções nos pés devido à umidade acumulada dentro das botas.
Diante disso, o calçado especializado para diabéticos precisa aliar proteção mecânica, amortecimento, ventilação e controle térmico, assegurando que os pés permaneçam seguros e saudáveis mesmo em ambientes de trabalho adversos.
Além de ser uma medida de SST, trata-se de inclusão e acessibilidade no trabalho.
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